sábado, 30 de janeiro de 2010

Eu não fui feito para esse mundo. Estou deslocado em qualquer lugar que eu vá. Sabe quando falta uma peça no jogo de damas e, para substitui-la, as pessoas colocam tampinha de garrafa? Pois então, eu sou ela. No meio de um tanto de pecinnhas pretas e brancas, lá estou eu vermelha, verde ou amarela. Nunca da mesma cor que as outras. Os jogadores me usam para dar continuidade as partidas, porém na primeira oportunidade que têm me oferecem em sacrifício ao adversário só para que o tabuleiro volte a ser harmônico. Preto no branco e a de cor fora dali.

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