segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Apenas

Tudo na vida vem com o tempo. Essa frase é mega clichê, tem um fundo de verdade, mas se olharmos bem ela é muito alienante. Para mim, foi. É muito cômodo esperar aprender as coisas com a calma de quem tem uma infinitude de dias pela frente.

Sempre pensei que a maioria nunca foi parâmetro para nada. Repetia aos quatro cantos a velha e batida frase do Nelson Rodrigues: “Toda maioria é burra”. Acho que no confronto entre pieguices, a primeira ganhou.

Nova fase a ser experimentada, novo grupo. Meus padrões se chocavam com esse novo universo. O que eu fiz? Tomei o que era dos outros e tentei me assemelhar. Só tentei. Não consegui. Então, tomava minhas doses diárias de “tudo vem com o tempo” e continuava buscando ser um deles. Em momento algum me passou pela cabeça que não combinava com meu jeito aquele way of life.

Hoje, após ter caído na real, eu percebo que foi um tempo perdido na esperança de que esse mesmo tempo trouxesse algo. Porém, ele só fez levar. Não foram poucas coisas que me foram tiradas. Mesmo assim ainda é remediável.

Sempre fui muito sozinho. Não daquele jeito triste. Como diz a Maria Bethânia, não sou só de um modo solitário. Dou-me bem comigo. Vou investir nessa relação. Continuarei a realizar outras mais dialógicas. Só que agora, sem a necessidade de ser igual ou a obrigação de concordar com tudo.

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